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PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO NÃO É SÓ PARA GIGANTES

Como as pequenas empresas economizam (legalmente) mudando de regime.

Muitos donos de micro e pequenas empresas acreditam que “planejamento tributário” é um termo bonito reservado apenas para multinacionais com andares cheios de advogados. Isso é um grande erro. No Brasil, o pequeno empresário costuma pagar mais impostos do que deveria simplesmente por falta de estratégia.

O planejamento tributário nada mais é do que analisar a sua empresa e escolher o caminho legal que resulte na menor carga de impostos possível. Não se trata de sonegação (que é crime), mas de elisão fiscal (economia inteligente e legal).

Os três caminhos mais comuns

No Brasil, sua empresa geralmente se encaixa em um destes quatro regimes:

  • Simples Nacional: Unifica vários impostos em uma única guia. Parece sempre a melhor opção, mas nem sempre é (dependendo do seu faturamento e da sua folha de pagamento).
  • Lucro Presumido: O governo “presume” qual foi o seu lucro com base no seu faturamento. Ótimo para empresas com alta margem de lucro e poucas despesas operacionais.
  • Lucro Real: Os impostos são calculados sobre o lucro líquido real. Se a empresa tiver prejuízo ou margens muito baixas, pode ser o cenário ideal.
  • MEI (Microempreendedor Individual): Uma subdivisão simplificada do Simples Nacional voltada para autônomos que faturam até R$ 81 mil por ano e possuem no máximo um funcionário. [1, 2]

O erro do “Automático”: Deixar a empresa no Simples Nacional só porque ela é pequena, sem calcular o Fator R (regra que muda a tributação de empresas de serviços baseada na folha de pagamento), pode fazer você rasgar dinheiro todo mês.

Se você não revisa o enquadramento da sua empresa pelo menos uma vez por ano, a chance de estar pagando imposto a maior é gigante.